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domingo, 17 de junho de 2012

SEM VOCÊ


Amar-te foi meu limite,
Desejar-te foi uma ilusão,
Te querer foi meu prazer
Sem você os dias não tem cores,
Sem você eu não consigo mais sorrir,
Sem você aqui perto de mim,
Meu coração não consegue mais fluir

SABOR AMARGO


Ah se os lábios
Permanecessem grudados
Por toda nossa existência
Esse gosto doce
Que habita minha boca
Não seria apenas lembrança
Mas, o tempo é implacável
E levou-nos a destinos diferentes...
E o gosto doce
Tem sabor amargo...

CICATRIZ


Tudo muda,
Tudo volta a ser o que era...

E eu?
Onde eu me encaixo?

Ando fora de órbita.
Ando fora de mim.
Me sufoco, me retraio,
Me retalho.

Não consigo mudar o que eu sou,
ou o que me tornei.

O tempo que pode cicatrizar feridas,
Tornou a minha vida
uma cicatriz.

INVERNO


Eu invento um amanhã
do qual você faz parte.
Pra não ter que viver
a dor do agora sem você.

Eu invento uma canção
para aquecer minha alma.
Já que você partiu
e me deixou aqui
a encarar este inverno sozinha.

Eu inventei.
Eu tentei.
Mas no fundo,
Não consegui.

sábado, 16 de junho de 2012

DE MIM TENS TUDO


Ai está a face da indiferença
Nem uma migalha do teu olhar
Me concedes,nem qualquer
Coisa de indugência.

Nem o teu desprezo e nem o
Teu medo, nem tua amizade ou
O teu amor, para mim tens apenas
O nada, nem mesmo rancor.

E cada vez que fujo mais te acho,
A cada suspiro, mais o teu cheiro
Trago, a cada sono de tristeza
Temo sonhar com a dor.

E assim vejo que de ti nada tenho
Somente o nada e de mim tens tudo

NÃO ERA PRA SER...


Diga
Olhando-me nos olhos
que não me quer mais
Siga
Teu caminho e nem te vires
Sequer para trás

Se hoje me vês com indiferença
Renovas tristemente minha crença
Nosso amor não era para acontecer
Foi somente um caso
Ao ocaso do acaso
E nada mais

E este coração,quem cuidará?
Esta paixão em mim, como findará?
O que faço com a dor?
Como lidar com o calor
Que ainda me abrasa?

Quando o Sol voltará a brilhar?
E a Lua, quando teus raios me tremulará?
Quem à noite há de me abraçar

Me acarinhar e sorrir
Dizendo-me "Foi tudo um sonho".
Ainda estou aqui.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

PERDIDA


Perdida
Num mundo tão presente,
Longe de tudo o que me rodeia,
Não sei, o que me levou para tão longe,
Deixando-me aqui tão presa.
Perdida
Sem um sentido, sem forças para lutar, num mundo tão cheio de guerras e desprovido de lutas.
Perdida
De mim, longe dos meus pensamentos, sentimentos, da essencia do meu ser,
Apenas, sentindo uma restia daquilo que fui, fragmentos daquilo que fui.
Já não sei quem sou, onde estou
Perdida

quinta-feira, 14 de junho de 2012

COMO VIVER SEM ESTE AMOR...


Como viver sem este amor
Que desabrocha o meu sentir
e reconstrói os telhados vazados e descoloridos?
Como viver sem este amor
Que me transborda em ternura
E antecede os delírios de sonhos ardorosamente
vividos em silenciosa solidão?
Como viver sem este amor
Tão distante, mas que bate no peito continuamente
E me carrega para os limites da razão?
Como viver sem este amor
Inconstante talvez
Frágil por ser fugidio,
Forte por ser real?
Como viver sem este amor
Se no ar impregnado pelo teu cheiro
Já não mais consigo reter o orvalho do meu corpo?
Como viver
Como viver se este amor cresce e me aquece do frio das tuas aflições?
Como viver sem este teu amor que me toca?

SENTIMENTOS CONFUSOS


Não sei mais distinguir meus sentimentos
Quando eu pensava te amar
Talvez eu estivesse te odiando por dentro
Porque tinha que se aproveitar da minha fraqueza?
Aos poucos vou apagando sua face de minhas lembranças

Meus sentimentos se confundem
Te amo
Mas ao mesmo tempo te odeio
Tenho que tirar você do meu pensamento
Da minha vida

Ao lembrar de você
Lágrimas escorrem em meu rosto
Lágrimas de tristeza
Ou seriam de liberdade?
Tristeza por perder um amor?
Ou por saber que estou livre de tanto sofrimento?

Neste momento
Calo-me por um instante
Minha mente confusa ainda pensa em ti
A dor é recente pra ser esquecida rapidamente
O teu silêncio
É como profundos cortes em meu corpo
Feridas abertas
Ainda sangrando demais
Que talvez
Não cicatrize jamais

terça-feira, 12 de junho de 2012

SUA FALTA


Deito-me a sombra do
silêncio que há em mim
e repouso nos meus sonhos
e fantasias...
Busco a força dos
sonhadores e deparo-me
com o céu aberto.
Então conto estrelas
e brinco com o formato
das nuvens, quando
de repente ouço uma voz,
que me questiona a sua demora...
É meu inquieto coração que
não suporta mais a sua falta.

SAUDADE


Saudade é não saber.
Não saber o que fazer com
os dias que ficaram mais
compridos...
Não saber como encontrar
tarefas que lhe cessem o
pensamento...
Não saber como frear as
lágrimas diante de
uma música...
Não saber como vencer a
dor de um silêncio,
que nada preenche...

NÃO DIGAS ADEUS


Adeus,palavra triste
É triste a partida, sentida,
cheia de um imenso nada,
olhos rasos de água.
Dói a despedida,
o vázio mata
a esperança parte...
Quem sabe um dia?
Quem sabe?...
do imenso nada
um denso tudo,
doce reencontro.
Não digas mada
quem sabe um dia
até breve, um amanhã
depois... um dia...
é triste a despedida
mas não digas adeus.

FELIZ DIA DOS NAMORADOS


O Amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O Amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo Amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mais pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais Amor.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 11 de junho de 2012

AGONIZANDO SEM VOCÊ...


É um silêncio ancorado no porto da dor.
É a angústia cravada pela âncora da ausência,
que as ondas da solidão levaram...

Sem você, sou uma estrela perdida
agonizando na areia escaldante.

Hoje a distância grita querendo a tua presença.

Autora: Sandra Ribeiro

NOITE ETERNA


Noite eterna,que desprezas a luz!
Sinto-te.

Saboreio-te,
Escuridão,que pelo dia repulsa tens!

Com o teu véu vaporoso e triste
O céu milenar semeias de estelas.

Vagueio entre a morte
Entre os teus fragmentos.
Despojos de guerras

Murmúrios distantes
Ecoam em ti,
procuram o vento.


Noite, és feita de incertezas.

Assim como a minha alma:
Magoada!
Semi-Enterrada!

sábado, 9 de junho de 2012

O REENCONTRO(AMOR VAMPIRO)


Venha para o meu castelo
quero te mostrar meu mundo
somente ali eu te revelarei,
o meu lado mais profundo.

Foste paixão que a fatalidade
sem dó arrancou de mim
foi num passado longínquo,
nosso destino quis assim.

Por perder-te meu amor
praguejei contra o Criador
amaldiçoado por meu ódio
vaguei pela terra errante.

Habitei castelos sombrios
esgotos fétidos e escuros,
procurava meu alimento
nos lugares mais obscuros.

Pousei sobre beirais e muros
invadi quartos de donzelas
tomei corpos, suguei sangue
e assim, causei dor e mazelas.

Mas tudo que fiz, foi em vão
encontrava o pão e o vinho
mas jamais encontrei tua alma
e segui solitário pelo caminho.

Desta vez não deixarei,
que o infortúnio te leve
prefiro uma estaca no peito
para que meu fim seja breve.

Estás aqui em meus braços
neste beijo envolvente
sorverei seu doce néctar
não hesitarei novamente.

Há nesse seu lindo corpo
uma botella do melhor vinho,
requintado e saboroso
da melhor casta já vista.

Satisfará o meu paladar
revivendo a libido perdida
saciando minha sede secular
há muito tempo adormecida.

Muitas noites venturosas
uma após a outra virão,
pelejas intensas de amor
plenos de desejo e ardor.

Reconquistarei o paraíso,
estando aqui, ao teu dispor
precisei viver muito tempo
mas, te reencontrei....amor!

Valter Montani

PORQUE FIZESTE ISSO COMIGO?


Apenas um sentido eu procuro
Para longe de ti minha vida existir
O insano desejo extremo de lhe ver
Mim impede até mesmo de sorrir

Por que falar?
Se minhas palavras você não vai ouvir
Palavras doces de amor profundo
Citando possibilidades de nos unir

Por que andar?
Se meus passos não vão lhe alcançar
E sendo assim não tenho rumo


Porque fizeste isso comigo?
Já não basta ter sumido daquela forma?
É como se tivesse dado uma facada em meu coração.
Lágrimas caem sob minha face.
Sinto-me fraca e inútil com toda essa situação.
Várias perguntas e nenhuma resposta.
Será que isso tudo não passou de algo insignificante para você?
Ou seja, que fui apenas um objeto que você manipulou por completo?
Te entreguei meu coração.
E o que eu ganhei?
Uma dor tão forte, que não sei se irá passar.
Queria entender tudo isso da melhor forma,
Mais não encontro nenhuma resposta para tudo isso.
E no final de tudo isso;
Só restou lágrimas sem fim...

sexta-feira, 8 de junho de 2012

AMOR QUE PARTE


Esta solidão
Chama que arde, desatando laços, calando a dor que grita ou os soluços encarcerados pelo silêncio
Esta solidão
Ar poluído, enfraquecendo a fé
Incertezas que se avolumam, ocupando o espaço do teu olhar
Ondas que derrubam as fantasias, dificultando o amanhecer
Esta solidão
Saudade que transforma sonhos em melancolia
Tempo de prontidão e entrega
Momento de escuta e de opções
Amor que parte, deixando na alma, o sabor desfolhado

quarta-feira, 6 de junho de 2012

CORAÇÃO GELADO


Coração quebrado

Coração sangrado

Coração ferido

Coração frio

Coração gelado

Ferimento do qual

já não tem cura.

Entre o qual

só restou o vázio.



O dia se vai

A noite chega

O sol nasce

O sol se põe



E assim as horas vão passando

Muito devagar

Muito rápido



Já não se tem mais tempo

Já não ganhamos tempo

Nós só perdemos tempo



E a única coisa que sobra

Quando o tempo passa muito devagar

Ou muito rápido

É o tédio preenchendo o vázio.

NADA MAIS QUERO


Acabaram-se aqueles bons momentos,
resta a saudade, frio, dor e vergonha.
não mais creio em meus sentimentos,
a intensidade cessou, veio o vázio.

Memórias, lamúrio de uma alma cansada,
a realidade construiu um destruído,
pensamentos e emoções, nada com sentido.

Morbidez, triste fim, depressiva essência,
o cansaço. Oh! cansaço que me consome!
Fantasmas mesclam-se à minha essência,
bebo sem sede, mordo algo sem fome.

Desilusões são minhas maiores convicções,
não tenho esperanças nem mesmo sorte.
a miséria morde-me sorrateira e furtiva,
nada mais quero, basta-me o gelar da morte.